Astrônomos revelam efeito 'panela de pressão' estelar em galáxias em fusão

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Por João Silva
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Duas galáxias em fusão com campos magnéticos visíveis.

São PauloAstrônomos identificaram, pela primeira vez, campos magnéticos no centro de galáxias em fusão. Esta descoberta pode ajudar a esclarecer como as galáxias conseguem formar estrelas de maneira tão rápida. Uma equipe liderada pelo Dr. David Clements encontrou esses campos magnéticos em um disco de gás e poeira em Arp220, que é composto por duas galáxias em processo de fusão.

Título: As Galáxias e a Rápida Formação de Estrelas com a Influência dos Campos Magnéticos

Quando galáxias se juntam, criam condições que fazem as estrelas se formarem rapidamente, um fenômeno conhecido como starburst. Nesse processo, as galáxias transformam gás em estrelas de maneira muito eficiente. A causa desse fenômeno não era bem compreendida, mas campos magnéticos podem desempenhar um papel importante. Esses campos podem manter o gás necessário para a formação estelar sem se espalhar.

Aqui estão alguns aspectos a considerar:

Galáxias em fusão podem gerar surtos estelares através da rápida formação de estrelas. Os campos magnéticos podem atuar como uma força de ligação nessas galáxias. A detecção desses campos foi realizada com o Submillimeter Array no Havaí. A equipe planeja utilizar o ALMA para aprofundar os estudos.

Campos magnéticos podem auxiliar no controle da energia em regiões onde estrelas estão se formando. Eles têm a capacidade de manter a pressão e a temperatura sob controle, evitando que o gás se expanda excessivamente. Esse controle é crucial, pois estrelas jovens e supernovas podem aquecer o gás ao seu redor, o que poderia dificultar a formação de novas estrelas.

O Interferômetro Submilimétrico permite aos cientistas observar a luz que está logo além do espectro infravermelho, uma faixa onde podem ser encontrados campos magnéticos. Essa tecnologia nos auxilia a entender melhor os buracos negros e a formação das estrelas. Arp220 é um dos objetos mais brilhantes no infravermelho distante, tornando-o um caso especial para estudar esses fenômenos detalhadamente.

Pesquisadores utilizarão o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) para dar continuidade ao seu estudo. O ALMA ajudará a investigar se campos magnéticos são comuns em galáxias infravermelhas ultraluminosas. Esta pesquisa pode esclarecer como os campos magnéticos influenciam a formação de estrelas e aprimorar nosso entendimento sobre a evolução das galáxias.

A descoberta revela como os campos magnéticos desempenham um papel crucial no comportamento das galáxias e na formação das estrelas. O uso de telescópios mais potentes em pesquisas futuras pode ajudar os cientistas a obter mais informações sobre eventos e estruturas cósmicas.

O estudo é publicado aqui:

http://dx.doi.org/10.1093/mnrasl/slae107

e sua citação oficial - incluindo autores e revista - é

D L Clements, Qizhou Zhang, K Pattle, G Petitpas, Y Ding, J Cairns. Polarized dust emission in Arp220: magnetic fields in the core of an ultraluminous infrared Galaxy. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters, 2025; 537 (1): L67 DOI: 10.1093/mnrasl/slae107

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