Nova pesquisa desafia teoria da energia escura com expansão cósmica não uniforme

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Por Bia Chacu
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Paisagem cósmica com galáxias em espiral e universo em expansão.

São PauloCientistas da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, estão repensando o modo como o universo se expande. Eles argumentam que a energia escura, geralmente utilizada para explicar por que o universo se expande mais rapidamente, talvez não exista. A pesquisa deles pode oferecer uma nova forma de entender o crescimento do universo, desafiando o modelo tradicional de Matéria Escura Fria Lambda (ΛCDM).

Alguns cientistas sugerem que a energia escura, frequentemente vista como uma força misteriosa responsável por boa parte da energia do universo, pode ser mal interpretada. Eles propõem que o universo não se expande à mesma taxa em todos os lugares. Em vez disso, as taxas de expansão mudam em diferentes partes do cosmos. Essa ideia está de acordo com o modelo "timescape", que sugere que diferenças na gravidade afetam o crescimento do espaço em várias regiões cósmicas.

Aspectos principais deste estudo incluem:

  • Análise de 1.535 supernovas, oferecendo um extenso conjunto de dados para explorar.
  • Evidências que sugerem que o universo está se expandindo de forma "irregular".
  • Consideração sobre a dilatação temporal gravitacional que afeta as medições de distâncias cósmicas.

Esta nova ideia utiliza a relatividade de Einstein para dispensar a necessidade da energia escura ao explicar por que o universo está se expandindo mais rapidamente. Ela desafia o uso generalizado da equação de Friedmann, a qual tem sido uma parte fundamental da cosmologia há mais de 100 anos. Os resultados também estão em consonância com novas questões, como a "tensão de Hubble", que envolve diferentes medições sobre a velocidade atual de expansão do universo.

Modelo Timescape: A Expansão do Universo

O modelo de timescape propõe que o universo não é uniformemente distribuído como se pensava anteriormente. Em vez disso, há regiões com muitos aglomerados de galáxias e outras com grandes vazios. Essas variações afetam a maneira como o tempo passa em diferentes partes do universo, o que, por sua vez, influencia a nossa observação e medição da expansão do universo.

O satélite Euclid, lançado pela Agência Espacial Europeia, pode nos ajudar a entender melhor essa teoria. Seus dados, junto com as informações do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, podem esclarecer essas novas ideias e transformar nosso conhecimento sobre a expansão do universo.

Caso este estudo seja confirmado, ele poderá revolucionar conceitos fundamentais da cosmologia. Compreender que o crescimento do universo talvez não dependa de energia escura pode levar a mudanças nos modelos atuais e desafiar ideias científicas estabelecidas. Pesquisas futuras devem buscar confirmar esses resultados e possivelmente encontrar novas maneiras de explorar o universo.

O estudo é publicado aqui:

http://dx.doi.org/10.1093/mnras/stae2437

e sua citação oficial - incluindo autores e revista - é

Zachary G Lane, Antonia Seifert, Ryan Ridden-Harper, David L Wiltshire. Cosmological foundations revisited with Pantheon+. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 2024; DOI: 10.1093/mnras/stae2437

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