Aprimorando os relógios biológicos: avanços revelam potencial para a nanomedicina e terapias inovadoras

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Por Chi Silva
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Engrenagens intricadas de relógio entrelaçadas com cadeias de DNA.

São PauloCientistas da Université de Montréal avançaram na compreensão do funcionamento da vida ao longo do tempo. Eles conseguiram reproduzir os processos que controlam como pequenas máquinas nos organismos vivos iniciam e param sua atividade. Essas descobertas podem ter impactos significativos na nanomedicina e em outras áreas.

Os seres vivos regulam o tempo através de pequenos dispositivos moleculares compostos principalmente por proteínas ou ácidos nucleicos. Essas unidades biológicas desempenham funções importantes, como o transporte de materiais, armazenamento de energia e auxílio no crescimento. Cientistas concentram-se em dois principais métodos para ativá-las.

  • Mecanismo de encaixe induzido: A molécula ativadora fornece energia para abrir a "porta" rapidamente.
  • Mecanismo de seleção conformacional: A "porta" precisa se abrir espontaneamente para que a molécula ativadora possa interagir.

Cientistas criaram um pequeno interruptor de 5 nanômetros de largura usando DNA, que pode ser ativado de diferentes maneiras. Esse DNA especial permitiu a eles controlar a velocidade com que o interruptor liga ou desliga. A pesquisa demonstra que essas minúsculas máquinas podem ser personalizadas para tarefas específicas ao modificar a interação das moléculas.

Pesquisa revela que grandes avanços podem ocorrer em áreas como a nanomedicina. Novos sistemas para a liberação de medicamentos podem administrar doses em horários programados, ajudando a manter a concentração ideal no organismo por mais tempo. Isso pode resultar na necessidade de menos doses, facilitando a adesão ao tratamento e melhorando a eficácia das terapias.

Engenheiros podem se beneficiar dessas descobertas ao entender o funcionamento desses processos, o que pode ajudar na criação de novos sistemas minúsculos onde reações químicas necessitam de temporização precisa. Esse conhecimento pode levar ao desenvolvimento de sensores ou materiais avançados que respondam às mudanças no ambiente.

A velocidade com que os processos biológicos começam pode nos ensinar sobre a evolução. Processos rápidos são essenciais para reações que precisam ser imediatas, como a detecção de luz. Em contraste, processos mais lentos, como a interrupção da atividade de certas enzimas, podem ser mais eficazes quando iniciados de forma gradual. Isso ajuda a explicar por que certas proteínas desenvolveram modos específicos de funcionamento de acordo com suas funções.

Financiada por importantes organizações, como o Conselho Nacional de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia do Canadá, a pesquisa busca avançar nas áreas de biologia e tecnologia ao investigar e interagir com os mecanismos moleculares que regulam a vida.

O estudo é publicado aqui:

http://dx.doi.org/10.1021/jacs.4c08597

e sua citação oficial - incluindo autores e revista - é

Carl Prévost-Tremblay, Achille Vigneault, Dominic Lauzon, Alexis Vallée-Bélisle. Programming the Kinetics of Chemical Communication: Induced Fit vs Conformational Selection. Journal of the American Chemical Society, 2024; DOI: 10.1021/jacs.4c08597

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