Impacto persistente de herbicidas na saúde cerebral: riscos ocultos do glifosato revelados em estudo

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Por Alex Morales
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Frasco de herbicida ao lado de ilustração de cérebro inflamado.

São PauloEstudos recentes indicam que até mesmo um breve contato com o glifosato, um herbicida amplamente utilizado, pode resultar em sérios e prolongados danos cerebrais. Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e do TGen descobriram que camundongos expostos ao glifosato apresentaram inflamação cerebral evidente e sintomas semelhantes aos observados em doenças que afetam o cérebro. Preocupantemente, esses efeitos persistiram muito tempo após o término da exposição, levantando preocupações sobre a segurança do glifosato para seres humanos.

Estudo Revela Impactos do Glifosato no Cérebro:

O estudo revelou resultados importantes: camundongos expostos ao glifosato apresentaram inflamação cerebral associada a doenças como Alzheimer. Em camundongos geneticamente modificados, os sintomas de Alzheimer pioraram após a exposição. Um subproduto do glifosato, o ácido aminometilfosfônico, foi encontrado no tecido cerebral. Mesmo após uma pausa de seis meses na exposição, os sintomas não desapareceram completamente.

Este estudo levanta preocupações significativas. O glifosato é amplamente utilizado na agricultura, expondo trabalhadores rurais e moradores dessas áreas ao produto. Além disso, ele está presente nos alimentos, aumentando o risco de contato para as pessoas. Os resultados do estudo são alarmantes, pois indicam que até mesmo uma breve exposição pode causar danos duradouros ao sistema nervoso.

Estudo Confronta Diretrizes de Segurança do Glifosato

A pesquisa desafia as diretrizes de segurança atuais, que talvez não considerem completamente os riscos à saúde a longo prazo do herbicida. As regras vigentes afirmam que certas quantidades de glifosato são seguras, mas o estudo sugere que esses limites precisam ser revisados. O glifosato permanece no ambiente, como no solo e na água, dificultando a redução da exposição. Devido ao seu uso generalizado, o glifosato encontra-se presente na cadeia alimentar e pode afetar muitas pessoas ao longo do tempo.

Os efeitos do glifosato na saúde cerebral exigem atenção urgente. Precisamos de mais estudos para encontrar alternativas mais seguras e implementar normas de segurança mais rigorosas. Está se tornando evidente que o glifosato pode impactar não apenas as plantas, mas também prejudicar a saúde cerebral humana. Esta pesquisa ressalta a necessidade de reavaliar o glifosato e outros produtos químicos ambientais que possam ameaçar nossa saúde cerebral e bem-estar.

O estudo é publicado aqui:

http://dx.doi.org/10.1186/s12974-024-03290-6

e sua citação oficial - incluindo autores e revista - é

Samantha K. Bartholomew, Wendy Winslow, Ritin Sharma, Khyatiben V. Pathak, Savannah Tallino, Jessica M. Judd, Hector Leon, Julie Turk, Patrick Pirrotte, Ramon Velazquez. Glyphosate exposure exacerbates neuroinflammation and Alzheimer’s disease-like pathology despite a 6-month recovery period in mice. Journal of Neuroinflammation, 2024; 21 (1) DOI: 10.1186/s12974-024-03290-6

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