Inteligência artificial revela segredos sobre envelhecimento e saúde por meio de relógios biológicos avançados

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Por Chi Silva
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IA analisando amostras de sangue para previsão de longevidade.

São PauloInteligência artificial está transformando nossa percepção sobre envelhecimento e saúde. Pesquisadores do King's College London analisaram ferramentas de IA chamadas relógios de envelhecimento, que utilizam dados sanguíneos para prever saúde e expectativa de vida. Eles treinaram 17 algoritmos de aprendizado de máquina com dados de mais de 225.000 pessoas do UK Biobank. O objetivo era avaliar a capacidade dessas ferramentas, chamadas "MileAge", de prever a longevidade das pessoas e sua relação com medidas de saúde.

As principais conclusões do estudo são:

Algoritmos não-lineares mostraram-se mais eficazes em captar sinais de envelhecimento. Pessoas com uma idade predita por metabolitos mais elevada apresentaram maior risco de fragilidade e doenças crônicas. O envelhecimento acelerado também foi associado a telômeros mais curtos, um indicativo de envelhecimento celular. Já o envelhecimento biológico desacelerado apresentou uma fraca relação com melhores resultados de saúde.

Relógios de Envelhecimento Metabolômico: Uma Nova Ferramenta para a Saúde

O estudo revela que os relógios de envelhecimento metabolômico podem ser eficazes para avaliar a saúde precocemente. Essas ferramentas identificam sinais de alerta iniciais de problemas de saúde e auxiliam na implementação de medidas preventivas antes que as doenças se desenvolvam. Essa metodologia difere da utilização da idade cronológica, que não oferece orientações práticas em termos de saúde.

Relógios de IA podem nos ajudar a compreender o envelhecimento do nosso corpo, o que pode levar a escolhas de vida mais saudáveis. Pesquisadores descobriram que o uso de algoritmos capazes de lidar com dados complexos forneceu os melhores resultados. Dentre essas técnicas, a regressão baseada em regras Cubist se mostrou especialmente eficaz. Isso indica que para trabalhar com dados biológicos, frequentemente são necessários métodos mais avançados.

O estudo revela que é possível alterar a idade biológica por meio de mudanças no estilo de vida. Isso corrobora pesquisas crescentes que mostram que alimentação, exercícios e controle do estresse podem influenciar os sinais de envelhecimento biológico.

Este estudo possui grande relevância para a sociedade. Ferramentas de inteligência artificial que monitoram o envelhecimento podem auxiliar as pessoas a cuidarem melhor de sua saúde, aumentando seu bem-estar e aliviando a pressão sobre os sistemas de saúde. Pesquisas futuras podem se concentrar em integrar essas ferramentas às consultas médicas de rotina, permitindo que os pacientes recebam informações personalizadas sobre seu processo de envelhecimento.

Este estudo destaca a relevância da integração da IA na área da saúde. Ele demonstra como a utilização de dados pode fornecer informações valiosas sobre saúde, o que pode revolucionar nosso modo de lidar com o envelhecimento e o gerenciamento da saúde ao longo da vida.

O estudo é publicado aqui:

http://dx.doi.org/10.1126/sciadv.adp3743

e sua citação oficial - incluindo autores e revista - é

Julian Mutz, Raquel Iniesta, Cathryn M. Lewis. Metabolomic age (MileAge) predicts health and life span: A comparison of multiple machine learning algorithms. Science Advances, 2024; 10 (51) DOI: 10.1126/sciadv.adp3743

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